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“Desculpem, são influencers?” Na mesa ao lado, alguém mete conversa, intrigado com tantas fotografias a pratos. Não somos influencers, mas se fôssemos estaríamos no sítio certo. Cada canto do JNcQUOI Ásia é instagramável, quase saído de um filme de Wong Kar-Wai.
A começar pelo enorme esqueleto de dragão no centro do restaurante, a imagem de marca, ainda mais surpreendente do que o esqueleto de dinossauro do JncQUOI Avenida (1 Sol Guia Repsol Portugal), em funcionamento desde 2017 – foram pensados pelo mesmo arquiteto, o catalão Lázaro Rosa-Violán.
Aberto em 2019, dois anos depois do primeiro restaurante na Avenida da Liberdade, em Lisboa, o JNcQuoi Ásia pertence ao mesmo Amorim Luxury Group, de Miguel Guedes de Sousa e Paula Amorim e mantém o segmento: um restaurante caro, de luxo, ideal para quem faz compras na Avenida.
“O Miguel trabalhou muitos anos na Ásia e sempre quis abrir um restaurante asiático”, conta o chef Mário Esteves, de 35 anos, ligado ao projeto desde o início.
“Como também é muito patriota,”, continua o chef, “o conceito tinha de envolver Portugal e o os Descobrimentos, a representar quatro cozinhas: da China, do Japão, da Índia e da Tailândia, os quatros pilares da nossa carta.”
Antes da inauguração, Mário Esteves passou seis meses a viajar pela Ásia em busca de inspiração. “Não basta dizer que a Tailândia é famosa porque tem uma sopa tom yum ou um pad thai ou ver receitas de pato à Pequim”, diz o chef. “É preciso conhecer a cultura e perceber porque é que aquele prato é picante, por que é assim ou assado.”
Foi com esse objetivo que estagiou em vários restaurantes asiáticos, incluindo no histórico Mandarin Oriental, em Banguecoque, o primeiro hotel cinco estrelas da Tailândia, inaugurado em 1876. Passou também por um restaurante premiado em Hong Kong e por outro no Japão. “A ideia foi absorver a cultura e a gastronomia pura e dura, para depois conseguir transmitir isso nos pratos que fazemos no JNcQUOI Ásia”, conta.
O resultado é um verdadeiro best of da cozinha oriental, que vai dos clássicos – pad thai, um dos mais pedidos, caril verde ou pato à Pequim – aos pratos com influência portuguesa. “Como a tempura do Japão ou o caril vindaloo da Índia”, que se mantêm no menu desde o início. Aliás, a carta sofre poucas alterações ao longo do ano.
“É por isso que temos vindo a fazer pop-ups internacionais, [colaborações] com restaurantes de renome”, continua Mário Esteves, que já recebeu chefs como o australiano David Thompson, com uma Thai Pop Up Week, ou o espanhol Ricardo Sanz, do Ricardo Sanz Wellington (3 Sóis Guia Repsol Espanha). Além de atraírem mais clientes, as iniciativas são uma “mais-valia para a equipa” – ao todo, são cerca de 40 pessoas a trabalhar na cozinha.
As duas celebrações assinaladas todos os anos no restaurante, o Ano Novo Chinês e o festival indiano Holi, também são uma oportunidade para preparar ementas especiais e “testar” novos pratos. É o caso da entrada de wontons de porco e camarão com gema de ovo, soja, chili e alho crocante, no menu de Ano Novo Chinês deste ano, séria candidata a permanecer na carta.
Desta vez, as comemorações do Ano do Cavalo começam na terça-feira, 17 de fevereiro, e prolongam-se até sábado, 21. A abertura com um menu de degustação (85 euros por pessoa) acontece no Frou Frou, um restaurante mais pequeno, escondido dentro do próprio JNcQUOI Ásia e a funcionar desde 2023, que tem sido “uma agradável surpresa”, diz o chef.
Só abre aos jantares e o foco é a comida cantonesa, “com uma componente de entretenimento muito grande”: há espetáculos de drag queens todas as noites com Kheira, Miss Velvet e Ming & Yours.
No Ano Novo não será exceção e, além dos wontons, o menu de degustação inclui pratos como o peixe a vapor com gengibre e cebolete, nian gao salteado com molho xo e caranguejo e um bao de gema de pato salgada e laranja para sobremesa.
Depois disso, e até dia 21, os pratos ficam disponíveis à carta num menu alargado, tanto no Frou Frou como no JNcQuoi Ásia. Como alternativa, pode-se optar pelos pratos habituais, como os clássicos dim sums – há uma equipa no restaurante só dedicada a isso – ou o famoso pato à Pequim (180 euros), que demorou “quase dois anos” a aperfeiçoar, assado num forno especial.
Por fim, e quase inevitável, há a baba de rinoceronte, uma sobremesa que muitos clientes vão buscar para take-away, uma reinvenção da baba de camelo.
O Ano Novo traz também mudanças no balcão de sushi, com a chegada de Rui Rosário, que depois de 14 anos a trabalhar na operadora de telecomunicações Vodafone decidiu especializar-se em cozinha japonesa em 2018 e foi estudar para Tóquio. Abriu um restaurante em Luanda, passou pelo Praia no Parque, em Lisboa, e montou o SUGOI!, em Marvila, que ainda mantém.
Agora, é o responsável pelo sushi bar do JNcQuoi Ásia, onde não se faz “fusão nem confusão”, brinca. “Fazemos as coisas de uma forma mais tradicional, com produtos mais genuínos, temperos do Japão.” O peixe é português e a aposta é também no arroz, “morno e al dente”, como deve ser.
JNcQUOI Ásia. Avenida da Liberdade, 144, Lisboa. De segunda-feira a domingo, 12h-00h. Menu de degustação de Ano Novo Chinês de 17 de fevereiro a 85 euros por pessoa. T. 210 513 000
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